A
Educação Social surge com a imersão dos conflitos sociais que envolvem o dilema
da sobrevivência perante a pobreza, a discriminação, o desemprego, a falta de
condições mínimas de uma vida digna. Ela vem para transpor barreiras, de forma
libertária, emancipatória e de conscientização.
A
escola diante desse quadro, juntamente com seus professores, gestores e
colaboradores, tem um papel muito importante nesse processo. Sendo assim, a
formação inicial do magistério e até mesmo de outros níveis de escolaridade que
envolve a formação dos profissionais da educação, percebe-se impotente diante
de tais problemáticas que atingem em cheio os alunos que chegam à escola, sejam
eles pequeninos, jovens, adultos ou idosos.
É
preciso levar em conta anda as questões contemporâneas que atingem a estes
atores: questões de raça, credo, identidade, cultura, gênero, pessoas em
situação de risco, pessoas com deficiências, infratores, enfim, uma diversidade
de situações que chegam às escolas e que precisam de um direcionamento, de um
novo olhar, de novas perspectivas e ações.
As
relações de exclusão social atingem a todos os seguimentos, a falta de
qualificação profissional e em consequência disto a falta de trabalho com salários
dignos, que por sua vez, envolvem a falta de moradia e alimentação, que por sua
vez acaba levando estes atores a se tornarem infratores e por fim levando-os a
uma situação de risco e marginalização.
É
preciso que se estabeleça uma relação de diálogo entre profissionais de
educação, profissionais da área cultural e social e os responsáveis pelas
políticas públicas, e ainda com pessoas e representantes dos diversos grupos e
comunidades a fim de tentar progredir nas intervenções e ações que busquem soluções
para estes conflitos e desigualdades. É preciso exercitar a escuta, o trabalho
colaborativo, a união de forças e os ideais em prol do objetivo maior da
educação social que é segundo Petrus (1994) a de ser um instrumento igualitário
e de melhoria da vida social e pessoal.
Ortega
nos alerta a respeito da Educação Social emancipatória, que ao contrário da
controladora, busca acabar com a manutenção deste sistema falido que na verdade
quer que tudo continue como está, as pessoas privilegiadas com seu status em
alta e minoria em situação de precariedade e marginalidade.
Dias
nos coloca que a educação social deve, antes de tudo ajudar aos educandos a ser
e a conviver com os outros: aprender a ser com os outros e a viver juntos em
comunidade. Assim pensando, os objetivos que a educação social persegue
poderiam sintetizar-se a partir das contribuições que esta modalidade de
educação contribui para que o indivíduo se integre em seu meio sociocultural
que o envolve, mas com capacidade crítica para melhorá-lo e o transformar
(DÍAZ, 2006, p. 92).
Bibliografia
Díaz,
Andrés Soriano, a Aproximação à Pedagogia- Educação Social, Revista Lusófona de
Educação, 2006, 7, 91-104, disponível em http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rle/n7/n7a06.pdf,
acesso em 21.08.2013.
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